A prefeitura de Muçum, no Vale do Taquari (RS), adotou uma medida drástica para evitar novas tragédias e proibiu a reconstrução de residências e edificações nas áreas mais atingidas por alagamentos.
Reportagem exibida pelo Jornal Nacional nesta quarta-feira (29) destacou a decisão do município, que teve cerca de 80% do seu território urbano submerso durante a maior tragédia climática da história do estado, em maio de 2024.
Reestruturação
O município gaúcho tenta se reorganizar após enfrentar uma sequência devastadora de três cheias históricas entre setembro de 2023 e maio de 2024. No auge do desastre de 2024, o Rio Taquari subiu impressionantes 26 metros, marca jamais vista na região.
O rastro de destruição incluiu o colapso de uma rodovia inteira, o comprometimento do cemitério municipal que teve cerca de 3 mil jazigos afetados e o banimento de 350 construções que foram definitivamente condenadas. Apenas uma ponte teve sua reconstrução autorizada no local original.
Restrição de novas construções
A decisão de restringir novas obras em locais propensos a inundações uma ação incomum no país visa forçar o reordenamento urbano e proteger a população local. Registros de satélite comprovaram o nível de devastação que motivou a canetada da gestão municipal.









