Os Estados Unidos confirmaram nesta quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras, com vigência a partir de 22 de julho. Segundo o secretário de Estado, Marco Rubio, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não negociou “de boa-fé” com Washington.
“Que não haja confusão sobre o porquê: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé”, escreveu Rubio. Ele afirmou ainda que, “no último ano, Lula colocou o próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”.
A nova tarifa de 25% será somada à alíquota geral de 10% já em vigor, elevando a taxação para 35% sobre os produtos atingidos. Além disso, os EUA ainda avaliam aplicar uma sobretaxa adicional de 12,5% relacionada ao combate ao trabalho forçado, com decisão prevista para 24 de julho.
Ficaram isentos da medida produtos como carne bovina, café, suco de laranja, petróleo e aeronaves da Embraer. Os principais setores afetados incluem etanol, máquinas, calçados e produtos de madeira. Segundo estimativa da CNI, o impacto pode chegar a US$ 15 bilhões.
O Palácio do Planalto classificou a decisão como um “marco lastimável”, afirmou que nunca deixou a mesa de negociações e anunciou que recorrerá à Lei da Reciprocidade e à Organização Mundial do Comércio (OMC). Já o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) declarou que permanece aberto ao diálogo.









