O Tribunal de Contas da União aprovou com ressalvas as contas do governo federal referentes ao exercício de 2025. Embora o parecer tenha sido favorável, o relatório apresentado pelo ministro Benjamin Zymler trouxe uma série de advertências sobre a situação fiscal do país, destacando que os resultados obtidos não são suficientes para estabilizar a trajetória da dívida pública nos níveis projetados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias.
Segundo a análise do tribunal, o Orçamento da União deverá depender cada vez mais de operações de crédito para cobrir despesas correntes. As projeções indicam necessidade de R$ 313,5 bilhões em financiamentos já em 2026, podendo alcançar R$ 517,8 bilhões até 2029. O relatório também menciona preocupações relacionadas ao crescimento das despesas obrigatórias, ao aumento das emendas parlamentares e à pressão sobre as regras fiscais.
Outro ponto de atenção foi a situação financeira de diversas empresas estatais. O TCU identificou deterioração em companhias consideradas estratégicas, como os Correios, Infraero, Eletronuclear, ENBPar, Casa da Moeda, Emgea e Companhias Docas. O caso mais crítico apontado foi o dos Correios, que registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025. Para o tribunal, o cenário exige acompanhamento rigoroso, diante do potencial impacto dessas empresas sobre as contas públicas e sobre o orçamento da União nos próximos anos.








