Uma investigação sobre lavagem de dinheiro revelou uma conexão entre uma estrutura financeira utilizada por facções criminosas brasileiras e um homem sancionado pelo governo dos Estados Unidos por integrar uma rede de financiamento da Al-Qaeda.
A Operação Hawala apura a movimentação de mais de R$ 100 milhões para organizações como PCC, Comando Vermelho (CV) e Terceiro Comando Puro (TCP). Segundo as autoridades, dez suspeitos foram presos e outras 22 pessoas foram denunciadas.
De acordo com a investigação, empresas ligadas aos investigados mantinham relações comerciais com o homem incluído na lista de sanções do Departamento do Tesouro dos EUA, o que levou ao surgimento da conexão internacional.
Até o momento, as autoridades não afirmam que PCC, CV ou TCP tenham financiado diretamente a Al-Qaeda. A apuração busca esclarecer a extensão das relações entre as estruturas financeiras envolvidas e seus possíveis vínculos internacionais.
O caso reforça a crescente internacionalização do crime organizado brasileiro, que, segundo as investigações, opera por meio de redes financeiras, empresas e conexões que ultrapassam fronteiras e alcançam diferentes continentes.









