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Bancos ampliam domínio sobre veículos de mídia no Brasil

O avanço de bancos, corretoras e fintechs sobre o setor de comunicação tem chamado atenção no Brasil e levantado discussões sobre independência editorial e influência econômica na produção de notícias. Nos últimos anos, grandes grupos financeiros passaram a controlar veículos de mídia estratégicos, principalmente na área de economia e negócios, consolidando uma nova relação entre capital financeiro e informação.

Entre os principais exemplos estão André Esteves, do BTG Pactual, controlador da Revista Exame; David Vélez, fundador do Nubank, ligado ao InvestNews; Rubens Menin, do Banco Inter, proprietário da CNN Brasil e da Rádio Itatiaia; além de Guilherme Benchimol, da XP Inc., responsável pelo InfoMoney. Ao mesmo tempo, grupos tradicionais de mídia também passaram a ampliar presença no setor financeiro, como a Grupo Globo, acionista da Stone, e o UOL, ligado ao PagBank e PagSeguro.

Analistas observam que o movimento permite aos grupos financeiros reduzir custos de publicidade, fortalecer marcas e obter acesso a dados comportamentais do público consumidor. O modelo também intensifica questionamentos sobre transparência e neutralidade na cobertura econômica, especialmente quando veículos pertencem a empresas que comercializam produtos financeiros. O tema ganhou repercussão após reportagem publicada pelo portal Moon BH, que analisou o crescimento da presença de conglomerados financeiros no setor de mídia brasileiro.

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