Os candidatos ao governo de Pernambuco apresentaram seus planos de governo para poderem concorrer às eleições, como manda a lei eleitoral. Entre as propostas, sugeriram medidas para a Educação Pública.
Confira abaixo o que cada um elencou como prioridade para a área:
Guilherme Fonseca (PSTU)
- Proibição de Parcerias Público-Privadas (PPPs), terceirizações e compra de materiais de empresas privadas para o ensino público;
- Revogação da BNCC e do Novo Ensino Médio, construindo matrizes curriculares elaboradas pelos próprios trabalhadores da educação;
- Oposição à militarização das escolas, rejeição ao “Escola sem Partido” e proibição do “intervalo bíblico” nas escolas estaduais;
- Substituição de plataformas digitais por uma formação completa, crítica e científica;
- Plano de carreira, salários dignos e incorporação imediata de trabalhadores terceirizados via concurso público;
- Expansão de creches, escolas e da Universidade de Pernambuco (UPE) por meio de obras públicas, incluindo a construção de Restaurantes Universitários nos campi e recomposição do quadro docente e técnico.
Ivan Moraes (PSOL)
- Pacto com municípios para alfabetizar e ensinar matemática até o 2º ano do Ensino Fundamental, aliado a um sistema de prevenção ao abandono escolar;
- Expansão do tempo integral em territórios vulneráveis e estruturação da Rede Estadual de Suporte à Inclusão Escolar (profissionais de apoio, Libras, Braille, psicólogos e salas multifuncionais);
- Currículos contextualizados para populações indígenas, quilombolas e do campo, com concurso para os cargos de Professor Quilombola e Professor Indígena;
- Concursos públicos periódicos, piso salarial, garantia de 1/3 da jornada para planejamento e política de saúde laboral contra o burnout;
- Implementação de educação sexual, combate à LGBTIfobia e criação de cotas para pessoas trans na UPE;
- Defesa de 10% do PIB para a educação, garantia de autonomia orçamentária para a UPE;
- Inclusão da disciplina de Educação Midiática
Jeremias Cosmo (Democrata)
- Construção e ampliação de unidades de Escolas Militares;
- Revisão do modelo de progressão automática para garantir a aprendizagem efetiva;
- Valorização salarial, mais tempo para planejamento pedagógico e bonificação por desempenho para os professores;
- Expansão das Escolas Técnicas Estaduais (ETEs) e criação do Instituto Estadual de Robótica e Inteligência Artificial;
- Ensino de empreendedorismo na educação básica e implementação do Programa Jovem Aprendiz com a iniciativa privada.
João Campos (PSB)
- Universalização do Ensino Médio em tempo integral e ampliação nos Anos Finais do Ensino Fundamental com os municípios;
- Apoio técnico-financeiro aos municípios para alfabetização na idade certa e construção de novas creches públicas;
- Modernização das ETEs com laboratórios digitais, cursos por vocação econômica regional, inglês estruturado e retomada do programa de intercâmbio “Ganhe o Mundo”;
- Criação do Campus UPE da Moda em Caruaru
- Oferta de 10 mil vagas no programa Embarque Digital no interior com cotas raciais;
- Expansão do IFPE e articulação com o Governo Federal para trazer um centro tecnológico nos moldes do ITA, IMPA ou IME;
- Concessão de bolsas de permanência, criação de RUs e Moradias Estudantis na UPE, gratuidade do Passe Livre Estudantil;
- Ampliação do “PE no Campus;
- Climatização das escolas estaduais;
- Apoio continuado pelo Bolsa Atleta Pernambuco, colônia de férias “Brinca Pernambuco” e integração cultural via “EduCultura PE”.
Professora Camila (UP)
- Vinculação obrigatória de no mínimo 10% do PIB do Estado de Pernambuco para a educação pública estadual;
- Construção massiva de creches públicas em tempo integral para crianças típicas e atípicas da capital ao interior;
- Extinção imediata de Parcerias Público-Privadas (PPPs), privatizações e terceirizações na rede pública de ensino;
- Abolição dos vestibulares ou qualquer exame seletivo para ingresso nas universidades públicas e cursos técnicos;
- Ampliação da infraestrutura e dos campi da UPE;
- Valorização de professores e funcionários;
- Fornecimento de merenda escolar sem agrotóxicos;
- Construção de escolas específicas nos territórios originários com incentivo e preservação das línguas maternas.
Raquel Lyra (PSD)
- Investimento de R$ 1,96 bilhão para a construção de 250 novas creches públicas no estado;
- Programa focado na garantia de alfabetização na idade certa para duas em cada três crianças;
- Reforma e climatização das escolas estaduais;
- Qualificação técnica e digital para estudantes do Ensino Médio e EJA pelo Programa Trilhatec, além de expansão dos Espaços Cria como laboratórios de inovação escolar;
- Expansão física e acadêmica da Universidade de Pernambuco (UPE) no interior (com novos campi e reformas em Arcoverde, Caruaru, Petrolina e Nazaré da Mata);
- Recomposição do quadro técnico/docente e reajuste de bolsas da UPE
- Fortalecimento das Autarquias Municipais de Ensino Superior por meio do Programa Universidade para Todos (Proupe), priorizando licençaturas em Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática.
Renan Hallais (Missão)
- Abertura das instalações escolares (quadras, laboratórios) nos fins de semana e noites para a comunidade com gestores locais;
- Atuação de agentes de segurança como educadores de referência e mediadores de conflitos em 80 escolas vulneráveis, além do programa de visitas domiciliares “Professor em Casa PE”;
- Adoção do padrão da Escola de Aplicação da UPE para o ensino de Português e Matemática do 6º ao 9º ano;
- Criação de centros especializados para alunos com TEA grave, síndrome de Down com comorbidades e deficiências múltiplas;
- Reestruturação da carreira de professores em três trilhas equivalentes (Ensino, Gestão e Especialista) sob a Academia PE do Professor;
- Implementação do modelo dual (escola + empresa remunerada) nas ETEs e percurso integrado da ETE com o Ensino Superior;
- Concessão de ETEs para gestão por consórcios empresariais sob metas públicas e uso de IA preditiva para combate à evasão.
Victor Assis (PCO)
- Eleição direta para todos os cargos de gestão nas escolas e governo tripartite (estudantes, professores e funcionários) nas universidades;
- Verbas orçamentárias exclusivamente para a escola pública e estatização de todo o ensino privado pago;
- Abolição do vestibular e de exames seletivos, garantindo o livre ingresso no ensino superior público;
- Piso salarial nacional de no mínimo R$ 8,5 mil mensais para o magistério e jornada máxima de 30 horas semanais em sala de aula;
- Anulação de reformas educacionais anteriores, fim da censura e permissão irrestrita do uso de celulares nas escolas.







