O presidente Lula e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, lançaram neste sábado (30) a plataforma Tela Brasil, serviço público de streaming que recebeu investimento aproximado de R$ 9 milhões e estreia com 555 obras audiovisuais disponíveis gratuitamente mediante acesso pela conta Gov.br.
Apresentada pelo governo como uma espécie de “Netflix brasileira”, a iniciativa foi defendida por Lula como uma ferramenta de valorização da produção nacional e de resistência à influência cultural estrangeira. No entanto, o lançamento já provocou questionamentos sobre os critérios adotados na seleção do catálogo.
Entre as principais críticas está a ausência de produções que se tornaram símbolos da cultura popular brasileira. Obras de Mazzaropi, os filmes dos Trapalhões, as tradicionais chanchadas da Atlântida, produções de Zé do Caixão e clássicos consagrados do cinema nacional não figuram entre os destaques da plataforma. Para críticos do projeto, a seleção privilegia um recorte específico da produção audiovisual brasileira e deixa de contemplar parte significativa das obras que conquistaram o grande público ao longo das últimas décadas.
O debate reacende discussões sobre o papel do Estado na promoção cultural e sobre os critérios utilizados para definir quais produções devem receber espaço em iniciativas financiadas com recursos públicos.





