As negociações para uma nova tentativa de acordo de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro voltaram à mesa na última semana, mas autoridades da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Polícia Federal já deixaram claro que não haverá espaço para uma colaboração parcial. Segundo informações divulgadas pela jornalista Malu Gaspar, de O Globo, a principal condição imposta ao empresário é que ele abandone a estratégia de defesa e assuma efetivamente os crimes investigados.
De acordo com integrantes das apurações, a proposta apresentada anteriormente foi considerada insuficiente por omitir informações relevantes e tentar preservar personagens importantes do caso. Um investigador resumiu o entendimento das autoridades ao afirmar que delação premiada pressupõe confissão e colaboração ampla, não podendo ser utilizada como instrumento para minimizar responsabilidades ou selecionar quais fatos serão revelados.
A avaliação dentro dos órgãos de investigação é que somente uma colaboração completa poderá abrir caminho para um eventual acordo. Enquanto isso, a defesa tenta reconstruir a interlocução com o ministro André Mendonça, relator do caso, em meio a um cenário de crescente pressão para que todas as informações consideradas relevantes sejam colocadas sobre a mesa.







